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L'engagement : Breve explicação.

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Os poetas Marcos Meurer, André Espinola, Thiago Henrique e Jessiely Soares , postam aqui seus poemas e prosas.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Presente para a vida inteira



*


Dou-lhe a minha vida
amanhã,

Quando você
me puser
nas mãos

E desenhar
meu retrato
em um pedaço surrado de papel

Em qualquer botequim dessa vida,

Enquanto pensa num jeito
de levar no peito
um pouco menos de cachaça
e mais dinheiro pra família

Dou-lhe os meus olhos,
amanhã,

Depois de ter você cansado
pedindo jantar e abraço

"O trabalho me cansou,
arruma a cama, amor?"

E dou
meu melhor sorriso...

Amanhã

Logo cedo,

Enquanto você procura
o outro par da sandália,
a velha camisa rasgada,
esperando o cheiro de café
se espalhar pela casa

Será domingo, amor,
será domingo.

E o sorriso,
que fica na cama,
logo depois de deitar
no afago cúmplice
de tantas manhãs

Ah!

Dou-lhe a lua, amanhã,
amor,
assim que você acordar


(Jessiely Soares)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Aguarde. Uma Boa Viagem


Aguarde.

Aguarde a passagem de imagens
Sempre iguais.

De carros
Indo e vindo
Nas BR's
Que parecem
Ter seus asfaltos
Naturais.

Aguarde a passagem de casas
Anônimas na beira da estrada.

E camponeses
Cuidando de suas vidas
Como cuidam
De bodes
E
Cabras.

Aguarde o sol cansar-se
Do esconde-esconde
Nas nuvens.

Em breve estará nu,
Lá em cima,
Sobrepondo serras e montes
Como amarela tinta
Perdida
No canto
De um quadro azul.

Aguarde a passagem das inúmeras
Plantações de cana de açúcar.

Irmãs gemeas umas das outras,
Formando todas juntas
Macia cama
Às costas
Deformadas
De um gigante.

Aguarde a passagem do ano
Em cento e não sei quantos
Quilômetros.

Aguarde,
Já comprei a passagem.

Estou chegando.

Enquanto...
Tua voz chega em segundos
Pelo aparelho telefônico,
Desejando:

- Boa Viagem.

André Espínola

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Blog do autor :http://andreespinola.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Café & Revista!







O Poeta Thiago Henrique, estréia hoje no site Café & Revista de Chérry Filho(Jornalista) relatando sua visão sobre esse novo momento da literatura em nossa época, confira :http://www.cafeerevista.com.br/blog.php?id=28 toda semana, na coluna Literatura e Poesia, um novo tema!






e não deixe de nos dizer o que achou, você faz parte desta caminhada, Vamos juntos!.






Thiago Henrique -

Falsos Intelectos.




Hoje,

Intelectos que vão de encontro,

á minha expressão,
Racionalizam meu coração,
Em tristes teorias!.

Por causa disso,
Não cairá em prantos,
Este vagabundo,
Que imita os “lírios do campo"(...),


Ora falsos intelectos!,
Hei de comer,
Com estes versos que te alimentam.


Autor : Thiago Henrique
blog : http//ocalice.uniblog.com.br
comunidade no orkut :http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33952896

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Segredos




O rio sussurra
Durante a passagem
Silêncios inabitáveis

Só aquela flor
Desbotada,
embalde
Conhece os mistérios
Que
____v
_____ã
______o...
_______v
________ã
_________o...
Em sua eterna
susceptibilidade

As águas mansinhas
E turvas
Oriundas de tantas
fúrias
Não conversam
Com o mundo
Em meio à escuridão.

Apenas aquele
Resquício de vida
Minúscula e
Descolorida
Contém os
amores
E as esperanças
perdidas
Que o rio
sussurrou

- Dos trigais
A deitar
Com a força do vento
Dos moinhos
Dos filhos
Dos mananciais
E o choro de Deus
Que serenou
Em tantos cais-

Descalça
naquelas
águas
Nada ouço
O segredo emudeceu.

Que seja!

O que passa
Guarda um silêncio
fadado
Àquela
______flor
________que
___________O
__________vento
____________enleia
________________e
________________Que
__________________não
_______________saberá
_______________nada
_____________além
____________que
___________seu
_______próprio
____passado

Eu Fico
_____às margens
________Sem compreender
_____O ciciar
Do rio

Mas posso esperar
Meu futuro
De olhos fechados.




(Jessiely)

sábado, 1 de dezembro de 2007

Nano

Minha pequenez de ser humano

é tão grande

que gostaria

de ser

-menor-

ainda.

Como um imenso romance

.....................(que enxuga suas linhas)

E reduz seu tamanho.

Termina

Um

nano

.

De 128 caracteres.


Autor: André Espínola


quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Esquecida Paixão.



Do que valem as palavras,
Do que vale todas as paixões que ela é capaz de traduzir?,
Palavras sobrevivem ao tempo,
E os amantes perecem,
E delas se esquecemem um outro momento.

A vida que consta nos versos,
É eterna,
A intenção da qual nascem,
Podem aflorar,
Mas é como se nunca tivesse existido.


Bem aventurada é a escrita,
Que em novos corações,
Faz morada,
E de coração em coração,
Escrevem a tradução daquela primeira paixão esquecida.


Autor : Thiago Henrique



terça-feira, 27 de novembro de 2007

Obra Prima




Não é mais,
Uma banal carta de amor,
É apenas mais um poeta,
Derramando suas lágrimas,
E borrando a tinta.


Quando as letras,
Perderem a graça,
E acabar todo encanto,
Juntarei a areia do mar,
E para uma nova canção,
Darei teu nome.




Mas se não for lido,
Se gritar,
e não for ouvido,
E o tempo soprar levando,
Embora a letra do teu poema,
Da tua lágrima á rolar pelo teu lindo rosto,
Farei minha obra prima.


sábado, 24 de novembro de 2007










Nos teus olhos verdes,
Há duas pequenas poças de mar
Fora do oceano.

As águas são calmas,
E Netuno não é soberano.

Não preciso de vento
Nem de vela.

- Éolo que mande seus ventos
para outros cantos! -

Basta-me teu olhar,
Para neles seguir navegando.

Autor: André Espínola

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Te Guardo aqui


Parada
Não sou areia
Nem ventania
Sou como onda
Já rebenta
Em teu olhar

Paraíso?
A inércia
Dos minutos ritmados
Com o bailar
Dos teus cabelos
Vento manso
Espuma branca
Mar bravio
Ainda trago
Tuas marcas
Em meu espelho.

Sabe-se lá
quantos
monstros
marinhos
perderam-se
Nas vagas
Que insistimos
Em atravessar.

Terra firme
Não tão firme
Quanto tua voz
escondida
Sob seixos,
Sob relva
respingos
salgados
Que se misturam
Ao vinho
No silêncio
________[da espera].

Minha voz
perdida
Na tua
Onde o mar
De ambos os lados
Chora e lança-se
Entoando cânticos
As deusas nuas
Porém tristes

- eu canto
apenas
Para agradecer
Que tu existes-

Dormem em seus leitos
Vis tesouros
naufragados
De tantos navios
Que passaram
E eu não vi.
Na terra firme
Vive meu anjo
barroco
De tão
embriagado
Em seu vinho
barato
Nem desconfia
Que o observo
A dormir.

Enquanto
As sereias nuas
enfeitiçam
Os canoeiros
Eu te guardo
Aqui.
(Jessiely)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Luzes dos Postes da Cidade

















Foto: Pracinha em Recife, de Felipe Ferreira

Salve as luzes dos postes da cidade
Que me guiam à desconhecidas ruelas,
E a desertos
E secretos
Lugares.

Onde há rua,
Mas nela não passa carros,
Enquanto a calçada insinua
A virgindade de passos.

Salve as luzes dos postes da cidade,
Aqueles que nunca se apagam,
Pois os que apagam
São inimigos da civilidade
Vagabundista,
Que do mar não resgata
Seus filhos naufragados no submundo
Da madrugada.

E salve!

Salve as luzes dos postes da cidade!

Porque não quero ficar bêbado no escuro.

André Espínola

Em breve: Poemetos, de André Espínola




EM BREVE NOVAS INFORMAÇÔES SOBRE
O NOVO TRABALHO DE ANDRÉ ESPÍNOLA
EM PARCEIRIA COM FELIPE FERREIRA.
POEMETOS!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Belos Absurdos.




Se deixe emocionar,
E minhas palavras te levarão,
Á uma nova estação.

Não me deixe pagar,
Por todos que não tiveram a verdade,
Mais do que uma prioridade,
-uma devoção-,
E não deixe que esta maldade,
Sufoque essa paixão!.

Espero te encontrar,
No infinito azul escuro,
Da ilusão(...),
E em passos apertados,
Sair pelo mesmo ponto de fuga,
Que com seu batom desenhei.

Que meu corpo,
Em seu corpo,
Sejam símbolos de um sentimento maior,
E não costumeiros desencontros.

Dá-me,
O gosto que procuro,
Que promete a perfeição do contorno de teus lábios,
E a dignidade de não precisar,
Ajoelhar-me(...),
Pois passou uma estrela cadente,
E novamente,
Creio em tudo,
E mais uma vez disposto á viver,
Belos absurdos.
Autor : Thiago Henrique

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Tela de Monet


Sinto
Quando te olho
Que somos
Tal qual
Uma tela
De Monet.

De perto
Somos pingos
E respingos
Misturados.
matizes
embriagados
Tornando o concreto
(des)concreto

De longe
Se nos olharmos
veremos
Que somos
desenho
Que o destino
pintou
Certo.

Uma bela tarde de Sol
Uma ponte que cruza o jardim
Um canteiro
Rasgado a um canto*

Teu sorriso
Cheirando a Carmim
perdido
Entre flores
machadas
Minhas mãos que
Desenham tuas mãos
Brincando com
A sombra das calçadas
Tudo isso passaria
fugaz
Se não fôssemos
pintura
arraigada

Sim,
Tenho ainda mais
certeza
Somos tela nova
Ainda escorrendo
A tinta molhada
Somos mais que desenho perfeito
Somos pingos
pingados
No peito
De algum artista
bêbado
Da madrugada.

(Jessiely)





Gritem ventos do sul
Açoitem os mares
Como quem castiga
Um escravo vadio
Mas deixa-me aqui.
.
Gritem ventos do sul
Devastem as costas
Como a cólera de deus
Que a muito jaz cansado dos seus
Mas deixa-me aqui.
.
Gritem ventos do sul
Uivem ensandecidos
Como lobos esquecidos
Vindos de Vera Cruz
Mas deixa-me aqui.
.
Gritem ventos do sul
Desfaçam-me em cinzas
Atirem-me as covas do esquecimento
Mas não deixem que aqui
Eu viva mais um dia sem ter de volta
Todo o carinho dela.

sábado, 17 de novembro de 2007

A Fábrica.


Eu tinha uma idéia,

de construir uma fábrica sem caldeiras,

pois quente já é meu coração.


Eu tinha um dom,

dom de perdoar os amigos,

que me abandonaram,

hoje tenho,indignação por ainda amá-los.


Teria eu,

de fazer terapia em grupo,

e vencer um dia por vez,

a dor de não ter você.


Tinha e tenho tantas outras coisas,

mas do que importa?,

minha vida rego á vinho,

é tortuosa,

e certa nestas linhas.


Á quem mais dizer este segredo?,

choraria hoje em seu ombro,

pois foi perdida minha fábrica de sonhos.



Thiago Henrique


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Girassol em meu olhar



Ninguém avisou
Que os segundos
Magoam o peito
Que antes eu
Julgava indolor.

Ninguém
explicou
Que o girassol
Em meus olhos
chora
E cada lágrima
derramada
Carrega um pouco
Da sua cor

Mas eu descobri

Meu rosto manchado
De certo matiz
Marrom amarelado
Carrega a dor
Solene da saudade

E essa brisa
indomável
Que carrega a chuva
Afaga os meus cabelos
Traz gotas
De orvalho:
Pura maldade.

Me deixam
calada
Com canções imaginárias
Pedaços de solidão
Numa terça feira
À tarde.


(Jessiely)



quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Poço Inesgotável


Quando olho para o mar,
Já não há mistério,
Tudo parece desvendado

Por antigas poesias.
Mas tu, não.

Esperas para ser desvendada
Pelas minhas.

Acabam-se letras,
Palavras,
Metáforas
E linhas.

Enquanto tu continuas
Um poço inesgotável de poesias.

André Espínola

domingo, 11 de novembro de 2007

Sobras de Nóe





Desconsolado estou,

triste em minhas andanças,

na ausência de mim mesmo,

encontrei minha triste existência.


Dos amigos,

que não fiz,

pensei em tê-los,

como agora repenso (...),


Quanto amor, meu amigo!,

quanto tempo perdido,

que gritava só dentro do peito deste vagabundo.


Houve tantos ouvidos,

e agora há tanta mente desgastada.

E,

agora vivemos num principio,

de apocalipse em pleno ápice,

caímos do topo pela sorte deste apogeu,

este é o fato,de haver tanta gente mais perdida do que eu!.


Meu doce amor,

hoje vive submerso,

no fundo escuro deste copo,

enão sou eu,que vai esperar o retorno,da terra prometida.


Eu sei,

não sou daqui,

mas estou entre vocês possiveis amigos!,

nas sobras da canoa de Noé,

com a promessa de furar.

Quando se der tal situação,

pela bondade da maré,

estaremos afogados,

estaremos (...),

salvos.

Thiago Henrique.

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Esperança Arrependida.




Trago no peito a esperança,

de quando lhe encontrar novamente,

dizer-te que já não a quero mais.
E,

não importe o feitiço do sorriso,

que irá lançar sobre mim,te direi ainda :
"já não encontrará no encontro de nossos olhares,

o mesmo brilho que ocupava o vazio da alma."
Porém esmureço,

antes de fazê-lo,

quando tuas mãos tocam essa minha última esperança,

me arrependo,

de todos estes pensamentos que não pratiquei.


Thiago Henrique.

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